STANISLAVSKI E SUA METODOLOGIA – Escola de Teatro Juliana Leite

STANISLAVSKI E SUA METODOLOGIA

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Sobre ele: Constantin Stanislavski nasceu em 1853 na cidade de Moscou e teve o seu contato com a arte desde pequeno.
Seu pai construiu um pequeno teatro dentro da própria casa e ali aconteciam apresentações para alguns familiares e amigos.
Quase 10 anos depois, após muitas tentativas de contato com Vladímir Dântchenco, em 1897 eles se encontraram. Este encontro influenciou o mundo teatral. Fundaram juntos o Teatro de Moscou, buscaram inovar a interpretação dos atores e mostrar para a platéia uma apresentação da realidade. Isso exigia estudos aprofundados da expressão corporal, vocal e técnicas de preparação.
Em 1928 Stanislavski sofreu um ataque cardíaco, com isso, parou de atuar e passou a se dedicar apenas à direção e formação de atores e diretores. Faleceu em 1938 deixando como legado seu método que mais tarde foram publicados com tradução em inglês, espanhol, francês, italiano, russo e português e em diferentes títulos.

Metodologia: Seu método pode ser estudado nos livros: Minha Vida na Arte, A Preparação do Ator, O Trabalho do Ator sobre si Mesmo – Parte 1, A Construção da Personagem, O Trabalho do Ator sobre si Mesmo – Parte 2 e A Criação de um Papel.
Sua metodologia, conhecida como “sistema”, envolve o estudo sobre o realismo psicológico e a vivência das emoções autênticas.
Stanislavski acreditava que o ator deve chegar o mais próximo possível da vida real e para isso acontecer, é necessário técnica. Isso sem dúvidas exige um amor por seu papel.
Para usar o sistema, o ator é levado a se aprofundar numa análise sobre si mesmo assim como seu personagem. É necessário descobrir os objetivos do seu personagem em cada cena, dentro do objetivo dele na peça em sua totalidade. Para isso, Stanislavski estimulava o ator a responder algumas perguntas sobre seu personagem. Uma das primeiras perguntas que o ator deve fazer antes de atuar é: “O que eu faria se estivesse na mesma situação que meu personagem?”.

O SISTEMA:

Relaxamento: para os movimentos terem fluência, serem naturais, é preciso eliminar as tensões desnecessárias. O artista precisa estar relaxado física e vocalmente.

Concentração e observação: Stanislavski percebeu que os grandes artistas estavam sempre concentrados num só objeto, pessoa ou evento enquanto estavam em cena. Ele definiu essa área como círculo de atenção. O artista deve focar apenas neste círculo, sem ampliar isso para todo o palco, senão ele poderá perder a consciência de sua existência naquele espaço.

Importância das particularidades: dar ênfase em detalhes. O artista não deveria atuar de forma geral, representar um sentimento de modo vago. Stanislavski dizia que na vida, nós expressamos nossas emoções usando de particularidades. Para isso, o artista deve entender a situação de seu personagem.

Verdade interior: como representar o mundo interior do personagem, seus pensamentos e emoções? Para isso Stanislavski utiliza muito a palavra “se”, esta pequena palavra de suposição, transforma-se numa poderosa alavanca para a mente, dando uma certeza absoluta de situações imaginárias.

“O que”, “Por que?”, “Como?”: todas as ações no palco tem um propósito. A maneira de criar um elo entre as ações é a resposta à essas três perguntas.
Por exemplo: Uma pessoa está abrindo uma carta
“O que”: a ação executada – abrindo uma carta
“Por que”: Porque alguém disse que essa carta contém uma informação prejudicial ao personagem
“Como”: abre a carta rapidamente, com medo, por causa do efeito que isso poderá provocar

Linearidade de um papel: desenvolver a continuidade numa cena. “O que o personagem procura, deseja, durante o curso da peça?”.

Atuação em conjunto: exceto nos monólogos (peças com 1 ator), os atores interagem. Não podemos “parar de atuar” ou perder a concentração quando não é nossa vez de falar. Muitos artistas se entregam durante a sua fala, mas “morrem” quando não é sua vez, isso acaba com a linearidade. O conjunto precisa de todos os atores. É necessário manter a concentração a todo momento, colaborando com os outros que estão em cena com você.

Ação psicofísica: Stanislavski acredita que a ação leva à emoção e não o contrário. Podemos observar alguns exemplos:
* Um personagem está sentado numa mesa de jantar. Repentinamente, o personagem levanta-se depressa e joga um prato à parede, e esta ação provoca mais raiva no personagem – ele antes estava tentando ficar furioso. O personagem faz um movimento irado e lança mais um prato – sua raiva estará maior.
* O personagem ‘A’ dá um abraço no personagem ‘B’. O personagem ‘A’ então agora se sentirá mais íntimo do outro personagem, sensação que foi provocada pela ação abraço.
* Se você já observou um jogador de futebol antes da partida vai compreender como a ação provoca a emoção: ele se agita, grita, faz exercícios como que preparando-se emocionalmente para o jogo. O atleta na verdade agiu antes para preparar a emoção, ou seja, ele demonstra um claro exemplo do significado da ação psicofísica.

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2 Comments

  1. silvana diz:

    Sou uma seguidora do conteudo de vocês!!! Amo .

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